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O WhatsApp chega às audiências!!


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O aplicativo foi utilizado em audiência para ouvir parte que mora em outro Estado

A cada dia percebemos a tecnologia avançando em áreas inéditas. Em tempos de discussão, para qual caminho e a que velocidade a IA (Inteligência Artificial) vai nos levar, vivenciamos a tecnologia impactando a rotina de Tribunais.
Desta vez, o popular aplicativo WhatsApp foi utilizado por um juiz, em Santa Catarina, e uma chamada de áudio e vídeo foi realizada durante audiência em processo de adoção unilateral para ouvir uma das partes que reside em outra localidade.
A título de curiosidade, o processo de adoção unilateral está sendo promovido pelo pai biológico de uma criança de 5 anos que tem os nomes das mães biológica e adotiva na certidão de nascimento. O pedido é para que o seu nome conste no registro da criança. A mãe adotiva concorda com o pedido e ela é quem foi ouvida remotamente.
Ao utilizar esta ferramenta, o juiz Fernando Machado Carboni evitou o uso de carta precatória (que é a maneira de citação de alguém que reside em local diferente) e acelerou o andamento do processo. A gravação ocorreu sem nenhum problema técnico. A mãe biológica foi ouvida presencialmente, a audiência durou aproximadamente 20 minutos e o processo tramita em segredo de justiça.
Estamos certas de que tanto juízes quanto advogados, e demais operadores do Direito,
enfrentarão, mais cedo ou mais tarde, os desafios que a tecnologia apresenta.
Procure sempre um Advogado!

Pai/mãe biológico, pai/mãe socioafetivo…o que é isso?


A multiparentalidade na certidão de nascimento

 

Com base em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), julgamento recente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), decidiu que a criança deveria ter, em seu registro de nascimento, os nomes da mãe, do pai socioafetivo e do pai biológico.
Esta decisão baseia-se no que já ficou estabelecido pelo STF: “a paternidade socioafetiva, declarada ou não em registro público, não impede o reconhecimento do vínculo de filiação concomitante baseado na origem biológica, com os efeitos jurídicos próprios”.
E o que significa isto? Na prática, significa que, tanto o pai biológico quanto o pai “que criou” a criança, ou seja, o pai socioafetivo, podem ter seu status de pai reconhecido na certidão de nascimento. E tal reconhecimento pode ser alcançado de maneira administrativa, ou seja, no próprio cartório (antes era possível apenas através de processo judicial).
1004Outro ponto importante na decisão do STF é a garantia de tratamento igualitário entre estas filiações de naturezas diversas, sem espaço para hierarquias (uma vale mais que a outra).
Na prática, tais mudanças vêm causando um aumento considerável nos casos de multiparentalidade nos cartórios. Aliás, estes números refletem uma realidade social existente há algum tempo. Também no judiciário os entendimentos diversos estão cada vez mais escassos. A decisão do STF pacificou os conceitos de filiação e suas origens, e ressaltou que a obrigatoriedade de tratamento igualitário é a regra, considerando discriminação o tratamento desigual entre filhos com vínculos de parentesco de naturezas diversas.
A existência da multiparentalidade no registro de filiação é uma consequência das novas formas de família atuais. A cada dia cresce o número de casos de crianças e adolescentes que, devido ao divórcio ou ao falecimento dos pais, passam a ter mais de uma figura exercendo o papel de pai/mãe. Cabe ao Direito, acolher tais mudanças e prever as várias questões que irão surgir a partir delas.

 

Caso tenha dúvidas sobre o assunto ou queria mais detalhes, procure um advogado especialista.

Pais divorciados e as viagens de férias…


Quando a criança viaja apenas com um dos pais

Com o aumento do número de divórcios, as viagens de filhos com apenas um dos pais ficaram mais frequentes. E a adoção do regime de guarda compartilhada, que é a regra atualmente, coloca o desafio dos pais de filhos menores entrarem em consenso sobre as viagens de férias já que, em alguns casos, para viajar com apenas um dos pais é necessário a autorização do outro.
É o que acontece nos casos de viagens internacionais. Para viagens nacionais, se a criança está acompanhada de um dos pais, responsável legal, irmã(o) maior de 18 anos, tios ou avós diretos, não é necessário autorização de viagem. Ou seja, a autorização é exigida sempre que crianças (até 12 anos) e adolescentes (de 12 aos 18) brasileiros precisarem viajar para outros países desacompanhados, na companhia de apenas um dos pais ou acompanhados de terceiros.
O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) que assegura os direitos necessários para a manutenção da vida e bem-estar dos menores de idade trata, inclusive, sobre os procedimentos para viagens. Segundo a cartilha elaborada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) (http://www.cnj.jus.br/files/conteudo/arquivo/2017/08/f6a29f4ec22f574b91e4ce5e2456dc44.pdf),é preciso preencher os dados do formulário padrão, utilizar uma autorização para cada criança ou adolescente, reconhecimento de firma em cartório e indicação do prazo de validade da autorização.
Entretanto, há uma saída menos burocrática mas que exige que os pais não estejam em lados opostos no que diz respeito à guarda dos filhos e aos assuntos afins.
Desde 2014 é possível solicitar o passaporte de menores de idade já com a autorização impressa na página de identificação do documento, autorizando o menor a viajar com apenas um dos genitores, indistintamente. Nesse caso, não haverá necessidade de apresentação da autorização de viagem quando da realização do controle migratório de saída do menor do País, desde que acompanhado de um dos genitores.
Este é um assunto que pode gerar muitas discussões. Vale a pena tentar a conciliação pois são momentos que marcam a vida das crianças. Quais memórias seu filho/sua filha levará para a vida adulta destes momentos de férias com os pais?                  

 

Caso tenha dúvidas sobre o assunto, procure um advogado.
O consenso e o bom senso são sempre as melhores opções quando o assunto é
o bem estar de crianças e adolescentes.

Mais um passo em defesa da mulher…


Casos de agressões e violência contra a mulher são impeditivos para inscrição de bacharéis em Direito nos quadros da OAB

Não é a primeira vez que tratamos deste assunto. A violência contra a mulher, ou feminicídio, é um assunto ao qual sempre retornamos pois está presente na vida de muitas mulheres, independente de raça, condição social, fé, profissão ou idade.
Se por um lado, a cada dia vemos relatos cada vez mais frequentes sobre o assunto, por outro a sociedade vem se organizando para combater tais práticas.
Desta vez, a OAB manifesta seu repúdio contra todo e qualquer tipo de violência contra a mulher – e não apenas a violência física – através  da edição de uma Súmula que serve como regra para barrar a inscrição de bacharéis ao status de advogado e ao efetivo exercício da profissão.
A fundamentação da Súmula é no fato de que a existência de algum fato relacionado à violência contra mulher, ainda que pendente de julgamento, atenta contra a idoneidade moral do bacharel. Nas palavras da Conselheira Federal e presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada, Daniela Lima de Andrade Borges (OAB-BA):
“A OAB não pode compactuar com aquele que pratica a violência contra a mulher. Esse é o recado que a gente espera com a aprovação dessa súmula, no sentido de dizer que esse é um valor essencial para a OAB”. 
É inadmissível que futuros advogados tenham em seu currículo episódios de violência quaisquer que sejam, inclusive contra mulheres. Que esta iniciativa seja mais uma para fortalecer a igualdade de direitos de todo cidadão brasileiro.
Pena que a Súmula só saiu agora…

Fonte:https://enviarsolucoes.jusbrasil.com.br/noticias/687209518/conselho-pleno-decide-que-violencia-contra-a-mulher-impede-inscricao-nos-quadros-da-ordem?ref=feed

Caso tenha dúvidas sobre o assunto, procure um advogado.

Caso se encontre em situação de risco, denuncie.

Se conhecer alguém que é vítima, denuncie.

Vamos acabar com a impunidade

Casa, separa, casa, separa…e o sobrenome? Como fica?


Os costumes mudam e a lei se adapta…

A lei garante aos cônjuges que optam pelo divórcio, a liberdade de decidir se querem permanecer ou não com o sobrenome do parceiro. A escolha pode ocorrer no momento do divórcio ou mesmo tempos depois. Esta foi a decisão da 4ª Câmara do Tribunal de Justiça em processo que trava justamente sobre este assunto.

O casal se divorciou, de maneira consensual. A ex esposa decidiu continuar a usar o nome de casada. Algum tempo depois, o ex marido comunicou que iria se casar novamente. Com esta mudança, a ex esposa decidiu voltar a usar o nome de solteira, por entender  que  a situação lhe traria constrangimentos. O juiz de 1º grau havia entendido que a mudança do nome somente pode ocorrer diante de uma motivação justificável e a que foi apresentada não o era.

Interessante é relembrar que há algum tempo, a mulher era obrigada a adotar o sobrenome do marido, indicando uma restrição da sua capacidade civil e os traços da sociedade patriarcal da época. Atualmente, a lei oferece a possibilidade de ambos, marido ou mulher, adotarem o sobrenome do outro.

Mas, voltando ao caso, o TJ decidiu que o direito a escolher pela continuação do sobrenome adotado com o casamento ou não permanece mesmo após o divórcio, embora o nome seja um direito protegido de maneira sólida pelo legislador, com o objetivo de evitar possíveis e inimagináveis confusões que a facilidade de troca poderia ocasionar

Caso tenha dúvidas sobre o assunto, procure um advogado.

Fonte: https://aplicacao.aasp.org.br/aasp/imprensa/clipping/cli_noticia.asp?idnot=28491

 

Cônjuge herda e companheiro não? Como assim?


Através de testamento, companheiro pode excluir o outro da herança

 

De acordo com recente decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), companheiro pode afastar o outro da herança através de testamento.
Na prática, significa que se você vive em união estável, pode estar correndo o risco de ser excluído(a) da herança quando seu(sua) companheiro(a) vier a falecer…Através de testamento – que é a disposição de última vontade de uma pessoa, um companheiro pode decidir qual a participação do outro na herança e até se terá alguma participação.
O mesmo não acontece entre cônjuges, ou seja, entre quem é casado. No casamento, a lei determina que o cônjuge sobrevivente é herdeiro juntamente com ascendentes e descendentes e não pode ser excluído da herança via testamento.

Para aqueles que vivem em união estável, o planejamento sucessório pode ser uma solução segura, à medida que oferece uma sucessão com maior autonomia de vontade, ou seja, as partes podem combinar e ajustar como será por ocasião do falecimento.

Caso deseje receber mais informações sobre este assunto, entre em contato com um advogado especialista em Direito de Família e Sucessões.

Andrade & Blanco

É muito cedo pra pensar em morte?


As vantagens de um planejamento sucessório

 Você se preocupa como seus herdeiros vão resolver as questões de divisão de bens após sua morte? Muitas pessoas evitam o assunto, mas tratar em vida do que irá acontecer com os seus bens após a morte é demonstração de cuidado para aqueles que enfrentarão o luto, a saudade e talvez as complicações de um inventário longo e difícil. Principalmente se há muitos herdeiros e pouco consenso entre eles.
Nestes casos, o planejamento sucessório pode ser uma forma de planejar e evitar uma briga processual sobre bens que foram adquiridos para trazer conforto, felicidade e segurança financeira. Aliás, o litígio é caro e, não raro, torna os bens indisponíveis, sem contar todo o desgaste emocional gerado pelas disputas entre os herdeiros.

Dentro de um  planejamento sucessório, há vários caminhos a seguir, dependendo do perfil do autor da herança: doações antecipadas, testamentos, holdings patrimoniais, todos com a devida segurança jurídica.

Se você tem dúvida sobre este assunto, procure um advogado especialista em Direito de Família  e Sucessões para auxiliá-lo!

Andrade & Blanco

Quando o assunto é divórcio…


As dúvidas mais frequentes quando o assunto é divórcio

Um divórcio nunca é igual a outro. Mas alguns questionamentos são os mesmos pois referem-se a temas sensíveis quando um casamento ou união estável chega ao fim…

Pode ser feito em cartório? Sim! A lei permite o divórcio extrajudicial. Mas somente se for consensual e não houver filhos menores de idade.

Quando preciso de um advogado ou defensor público? Sempre! Tanto no divórcio extrajudicial (em cartório) quanto no judicial, o advogado é sempre necessário.

É possível pedir pensão alimentícia para ex cônjuge? Sim, desde que comprovada a necessidade de quem pede, a possibilidade de quem paga e por um período determinado.

Preciso me separar para depois pedir o divórcio? Não, a lei permite o divórcio direto.

Qual a diferença entre divórcio litigioso e consensual? O litigio acontece quando as partes não estão de acordo e o consensual é o processo através do acordo entre as partes envolvidas

Posso me divorciar e não partilhar os bens? Sim, o casal pode assinar o divórcio e permanecer “em condomínio” com relação aos bens.

A guarda dos filhos é sempre da mãe? Não. A regra é a guarda compartilhada, que prevê a participação ativa do pai e da mãe na educação e desenvolvimento dos filhos.

Vivo em união estável…preciso me divorciar? Não, o divórcio só é possível para quem é casado. A união estável deve ser reconhecida (caso não se tenha sido regularizada) e, então, dissolvida.

Caso você tenha outras dúvidas, consulte um advogado especialista em direito de família!

www.andradeblanco.adv.br

“- Podemos pedir justiça gratuita, Dra.?”


Quem realmente tem direito à justiça gratuita

Atualmente, de acordo com o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), de cada 100 pessoas que ingressam na justiça, 28 se valem da justiça gratuita. Entretanto, o uso indiscriminado, o abuso e a má fé por parte de alguns, tem levado o judiciário a repensar as regras sobre este benefício.
Neste mês, o Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça de Santa Catarina baixou uma Resolução  para alertar magistrados e oficiais de Justiça sobre o assunto, já que não existe uma regra clara e objetiva que valha para todo o país, devido às diferenças regionais.
O objetivo, além de cortar os gastos públicos, é restringir a concessão a quem, de fato, não pode arcar com os custos do judiciário. Ou seja, não vale postar nas redes sociais viagens para locais paradisíacos, ostentar bens materiais e pedir justiça gratuita no processo…
Espera-se que os juízes observem as decisões dos tribunais superiores que oferecem critérios para a fixação adequada da gratuidade, mas sem estabelecer valores. Vale lembrar que a concessão do benefício pode ser total, parcial ou parcelada. E que a parte também pode impugnar a gratuidade quando a outra está em uma rede social ostentando bens materiais ou viagens incompatíveis com a declaração, por exemplo.
E para aqueles casos de má fé, ou seja, o pedido de justiça gratuita por quem não tem legitimidade, há a previsão de multa de até 10 vezes o valor da ação!

 

Você tem alguma dúvida sobre o assunto? Não deixe de consultar um advogado!

 

Fonte: https://aplicacao.aasp.org.br/aasp/imprensa/clipping/cli_noticia.asp?idnot=28015

Vendi o imóvel mas não fiz escritura… quais os riscos?


Não é possível reverter penhora de imóvel adquirido apenas por meio de contrato particular

Há alguns cuidados que devemos tomar quando um imóvel é vendido ou comprado. Entre eles, está a formalização do contrato ou compromisso de compra e venda, através da Escritura Pública, seguida do registro no Cartório de Imóveis.
E por que isto é importante e necessário? Porque o contrato ou compromisso tem validade entre as partes que o assinam, mas não perante terceiros. Veja o que isso significa na prática a seguir.
Processo de uma pessoa que teve seu imóvel penhorado e arrematado em uma ação trabalhista que tramitou na 3ª Vara do Trabalho de São José do Rio Preto.
A pessoa alega que comprou o imóvel através de contrato particular de compra e venda e afirmou que, apesar de não ter efetuado o registro, agiu de boa fé por ocasião da compra, que aconteceu antes da propositura da ação e pediu o cancelamento da penhora e arrematação.
Entretanto, a 11ª Câmara do TRT-15 (Tribunal Regional do Trabalho da 15ª região) não concordou com estes argumentos. Para o relator, “não se pode considerar transmitida a propriedade do imóvel por meio de simples contrato particular, pois embora tenha validade entre as partes, tal compromisso de compra e venda não é oponível a terceiros”. Complementou, ainda, que “a propriedade de bem imóvel somente é adquirida com o registro no Cartório de Imóveis, nos termos do art. 1.245 do Código Civil”.
O colegiado também afirmou que “nem a posse, nem mesmo o suposto pagamento de impostos do imóvel possuem o condão de transmitir a sua propriedade, por expressa determinação legal”, tampouco “eventual boa-fé seria suficiente para afastar a patente falta de diligência do agravante, o qual não providenciou a averbação do negócio na matrícula do bem, junto ao registro de imóveis”.
Assim como aconteceu neste caso, a parte que tem seu imóvel penhorado por dívida do vendedor, deve buscar na justiça, através de uma ação de regresso, o valor que pagou, com os acréscimos devidos.
Entretanto, fica toda a dor de cabeça de um negócio realizado sem os devidos cuidados.

Quer vender ou comprar imóvel?

Não deixe de consultar um advogado especialista!

 

 

Fonte: https://aplicacao.aasp.org.br/aasp/imprensa/clipping/cli_noticia.asp?idnot=27952